Ouvindo a Rádio Eldorado esta semana, uma propaganda me chamou a atenção. Era um velinho com sotaque italiano (foto acima) que se dizia barbeiro (de cortar cabelos) e contava uma de um acidente ou de uma “barbeiragem” que ele fez uma vez. Ele se diz o “barbeiro número 1 do Brasil”. Na verdade, era uma chamada para uma promoção da MAPFRE Seguros, onde convida os ouvintes a entrarem no hot site e contarem uma hisória engraçada de barbeiragem. Pode ser foto ou vídeo linkado do You Tube.
Entrei no site como curioso, gostei do visual, da proposta e dos prêmios e resolvi contar uma historinha, que descrevo abaixo. Lembrando que na época eu não fui barbeiro, mas sim, inexperiente:
“Na época em que eu estava na auto-escola para a emissão da primeira habilitação, fiquei empolgado com o Carnaval e tentei fazer uma operação arriscada.
Minha tia tinha voado para Fortaleza para passar os quatro dias de folia tomando água de côco e curtindo uma brisa. Eu, adolescente, fiquei em São Paulo para curtir a namorada durante o período. Detalhe: morávamos a uma distância de, mais ou menos, 20 km.
Chegada a quarta-feira de Cinzas, já estava cansado de enfrentar mais de uma hora de ônibus para ver a minha amada. De repente, o diabinho assoprou na minha orelha que eu poderia pegar a chave e o carro da titia, sem ela saber, para ganhar muitos minutos no meu trajeto até lá e ainda impressionar a namorada e a galerinha por estar com um carro em mãos.
Não tive dúvida, subi no possante, engatei a primeira e fui embora! Foi um dia maravilhoso… curti uma música no caminho, dei umas voltas com a minha pequena (tipo Roberto Carlos no Calhambeque) e ainda me tornei popular na turminha. Não tinha nada o que dar errado!
Ledo engano…
Na hora de ir embora, à noite, embiquei o carro para entrar em uma avenida quando, do nada, estaciona do meu lado esquerdo um caminhão baú de, mais ou menos, uns 15 metros. Não tive dúvidas, engatei a ré, pois sabia que aquele baúzão iria me pegar quando ele iniciasse a curva à direita! Olhei no retrovisor, já tinha um montão de carros atrás que não deixaram eu sair daquela enrascada… Comecei a gritar, buzinar e dar luz alta para o motorista, que claro, não ouviu. Engatou a primeira e começou a andar…
O que me restou foi apenas fazer o sinal da cruz, tirar o pé do freio e deixar aquela jamanta me levar. Resultado? Lataria rasgada desde o pára-lama traseiro até o farol dianteiro. Para completar, o caminhão me arrastou, me jogando para cima da calçada. Só parei porque tinha uma árvore no caminho. Com o caminhão, óbvio, não aconteceu nada.
Bom… como eu estava errado por não ser ainda uma pessoa habilitada, deixei quieto. Só sei que trabalhei muitos meses para pagar o conserto do carro da minha tia, que voltou no mesmo instante de sua viagem e me deu uma bronca daquelas, com razão.
Todas as vezes que eu lembro dessa história, lembro minha mãe dizendo que não era para eu mexer com fogo, pois aquilo “fazia xixi na mão de criança”. Dito e feito.
Até!”
Depois, quem tiver um tempinho, passa lá e vote em mim, vai?