O Governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aprovou há pouco tempo a A chamada lei antifumo – projeto de lei 577/2008 – que bane o cigarro e os derivados de tabaco em quase todos os ambientes fechados no Estado de São Paulo.
O texto acaba com fumódromos e restringe que o fumo possa ser utilizado em locais como a própria casa do fumante, espaços ao ar livre e vias públicas. A exceção inclui ainda estabelecimentos médicos em que algum paciente esteja autorizado a fazer uso do fumo, locais específicos (charutarias) e cultos religiosos onde o fumo faça parte do ritual.
Em caso de descumprimento da medida, o texto prevê punições para o dono do estabelecimento mas não para os fumantes. As multas, segundo o projeto de lei, podem variar de R$ 220 a R$ 3,2 milhões. Caberá a órgãos estaduais e de defesa do consumidor a aplicação das multas.
Confesso que esta lei me preocupa um pouco, não apenas pelo fato de eu ser fumante, mas também pelo lado do estabelecimento que, ao meu ver, será o maior prejudicado, pois os fumantes preferem deixar de frequentar o lugar ao invés de respeitar a lei. Só quero ver como vai acontecer, pois os estabelecimentos tem até o dia 7 de agosto para estarem totalmente dentro das exigências.
Acredito que possa ter um movimento das associações de bares e restaurantes, por exemplo, alegando perda de receitas por conta desta lei. Imagino que isso deva acontecer mesmo, pois na semana passada eu fui almoçar em um restaurante em Moema que já estava totalmente adaptado à lei. Não pensei duas vezes em voltar para trás e procurar um outro restaurante que aceite o fumo.
Vamos esperar. Acho que ainda teremos muita repercussão acerca deste tema. O que vocês acham? O que vocês fariam (no caso dos fumantes)? Deixe sua opinião na caixa de comentários… ela é toda sua!
Eu confesso que apoio a lei. Acho que no longo prazo a qualidade de vida das pessoas fumantes e não fumantes vai melhorar e ainda, as pessoas se acostumarão e adequarão logo à medida. No Canada, onde esta lei existe há anos já é tranquilo as pessoas convivem bem com isso, eu mesmo, percebi que não há nada melhor que você voltar pra casa da balada, barzinho, restaurante e estar ainda perfumado. Acredito que os estabelecimentos que forem criativos e souberem fazer marketing disso não sofrerão prejuízos.
Comentário por Chicó — Maio 21, 2009 @ 16:13 |
A idéia é fazer matérias no exterior dando exemplos como esses q vc citou, Chicó. Se está dando certo lá fora, pq não daria aqui tb? O problema é q o povo brasileiro é mal educado pacas…
Comentário por igorfco — Maio 21, 2009 @ 16:25 |
Eu tento buscar nisso uma oportunidade de nos educarmos. É como a lei de cotas e a lei dos assentos reservados. Nada disso precisaria ser lei. Mas infelizmente não resta outra coisa senão “punir aqueles que agem de forma diferente do que nossa cultura acredita ser o ideal”. De certo somos obrigados a mais uma vez apartar as pessoas e não promover a unidade e o bonsenso, este último, que é uma das bases fundamentais à elaboação de uma lei. Infelizmente, nossa lei não educa porque não é seguida à risca por todos. Chegaremos um ponto que teremos por exemplo que criar uma lei onde “TODOS assentos de um transporte coletivo serão de uso preferencial” já que tem gente deixando pessoas com necessidades especiais de pé quando os reservados já estão ocupado por outras pessoas com necessidades. Infelizmente é assim, tudo terá que ser lei e será cada vez mais rígido até chegar ao extremo na intenção que a lei eduque e se transforme em cultura. Minha opinião: e não valerá de nada ainda, já que o problema não é a lei e sim quem fiscaliza.
Caramba, desabafei…Prometo qe os próximos serão menores…hehe
Comentário por Chicó — Maio 21, 2009 @ 16:56 |